Como nos preparar para envelhecer e viver melhor.
Avançar na idade, às vezes, pode trazer inquietações, receios e mau humor: cabelos grisalhos, rugas, esquecer onde estacionamos o carro. Todas as piadas à parte, o envelhecimento pode trazer problemas de saúde únicos e, com os idosos representando 12% da população mundial – e aumentando rapidamente para mais de 22% até 2050 – é importante entender os desafios enfrentados pelas pessoas à medida que envelhecem e reconhecer que existem medidas que podem se aplicar a nós mesmos ou a um ente querido, se quisermos um envelhecimento saudável.
Nesta segunda parte do artigo “10 problemas de saúde do idoso”, abordamos outros cinco tópicos sobre como podemos ajudar alguém a se preparar para envelhecer e viver melhor.
6. Desnutrição

A desnutrição em idosos com mais de 65 anos é frequentemente subdiagnosticada e pode levar a outros problemas de saúde, como um sistema imunológico enfraquecido e fraqueza muscular. As causas da desnutrição podem decorrer de esquecimento (idosos que sofrem de demência podem, por exemplo, esquecer de comer ou se hidratar adequadamente), depressão, alcoolismo, restrições alimentares, redução do contato social e renda limitada. Comprometer-se com pequenas mudanças na dieta, como o aumento do consumo de frutas e hortaliças e a diminuição do consumo de gordura saturada e sal, pode ajudar a superar estes problemas na terceira idade e, desta forma tornar possível ao idoso viver melhor.
7. Deficiências sensoriais

Deficiências sensoriais, como visão e audição, são extremamente comuns para pessoas de idade avançada, com mais de 70 anos. De acordo com pesquisas do CDC (Centro de Controle de Doenças, do EUA), um em cada seis idosos tem deficiência visual e um em cada quatro tem deficiência auditiva. Felizmente, ambas as questões são facilmente tratáveis por auxílios como óculos ou aparelhos auditivos. Novas tecnologias estão permitindo uma melhor avaliação da perda auditiva e maior praticidade dos aparelhos auditivos.
8. Saúde oral

Muitas vezes negligenciada, a saúde oral é uma das questões mais importantes para os idosos. Foi constatado, na mesma pesquisa citada anteriormente, que cerca de 25% dos adultos, com mais de 65 anos, não têm mais os dentes naturais. Problemas como tártaro e cáries podem levar à dificuldade de manter uma dieta saudável e baixar a autoestima e ainda agravar outras condições de saúde. Os problemas de saúde oral associados aos idosos são boca seca, doença gengival e câncer de boca. Essas condições poderiam ser gerenciadas ou evitadas fazendo verificações odontológicos regulares. A assistência odontológica, no entanto, pode ser difícil para muitos idosos acessarem devido ao custo elevado.
9. Abuso de substâncias

O abuso de substâncias, tipicamente relacionados com álcool ou drogas, é mais prevalente entre os idosos. De acordo com o Conselho Nacional de Envelhecimento, órgão dos EUA, o número de idosos com problemas de abuso de substâncias quase dobrou para cinco milhões em 2020. Como muitos não associam abuso de substâncias com idosos, muitas vezes é negligenciado e perdido em check-ups médicos. Além disso, os idosos recebem, frequentemente, múltiplas prescrições para serem usadas a longo prazo. É considerado abuso de substâncias, o que normalmente resulta em alguém que venha a sofrer déficits mentais ou toma a medicação de outro paciente devido à sua incapacidade de pagar por seus próprios.
10. Descontrole da bexiga e prisão de ventre

A incontinência e a prisão de ventre são comuns no envelhecimento, podendo impactar na qualidade de vida dos idosos. Além das alterações relacionadas à idade, podem ter um efeito colateral em questões anteriores mencionadas acima, como não manter uma dieta equilibrada e sofrer de condições crônicas de saúde. A Clínica Mayo (uma das mais renomadas dos EUA) sugere manter uma dieta saudável e se exercitar regularmente para estabilizar o peso e evitar esses problemas de saúde dos idosos. Muitas vezes há tratamentos médicos eficazes, e os idosos não devem ter vergonha de discutir com seus médicos. Isso permitirá a eles viver melhor na terceira idade, tão conhecida como “melhor idade”.




