PROFISSIONAIS DE CUIDADOS – PORQUÊ TÊ-LOS

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Existem diferentes tipos de cuidadores. Há cuidadores que são amigos ou familiares de um idoso, que assumem esta função visando tornar a vida de seu ente querido mais fácil de viver. Estes “cuidadores gerais” ou “cuidadores domésticos” normalmente não são profissionais altamente qualificados, com noção hospitalar. 

Há alguns cuidadores trabalhando em nome de uma agência de cuidados. Por exemplo, organizações, como a Viver Melhor, trabalham para ajudar a manter esses cuidadores profissionais treinados e em conformidade de acordo com o estado em que trabalham. Através deste tipo de organizações é possível contratar técnicos de enfermagem ou enfermeiras.

“Eles possuem informações críticas para a equipe de saúde e são um recurso valioso”, opina Joe Roseman, Ph.D. “O profissional de Cuidados é, com frequência, o primeiro indivíduo a identificar uma mudança no estado de saúde médica, comportamental ou emocional de uma pessoa e muitas vezes pode ter que decidir sobre se e quando é necessário chamar um médico.”

Esses cuidadores especializados são treinados para prestar assistência médica. Alguns desses cuidados incluem:

  • Administração de medicamentos não injetáveis ou injetáveis
  • Enchimento de seringa de insulina
  • Higiene da ostomia e cateter

O que faz um bom cuidador?

O que faz um cuidador bom e qualificado varia. Em geral, os cuidadores fornecem uma gama de serviços, incluindo, mas não se limitando a:

  • Ajudar no transporte de uma pessoa para consultas médicas e não médicas.
  • Tomar recados, pegar medicamentos e mantimentos para uma pessoa.
  • Auxiliar com as necessidades diárias, como ajudar uma pessoa a se vestir, sair da cama, etc.
  • Realizar alguns trabalhos domésticos e preparar refeições para a pessoa assistida.
  • Ajudar com as finanças, e comunicar outras informações importantes para os familiares.

“Os cuidadores acabam tendo conhecimento, em primeira mão, de como o lar está sendo gerenciado”, diz Joe Roseman, Ph.D. Esse “conhecimento” inclui perceber os padrões alimentares e a dieta da pessoa assistida, além de notar como/se um tratamento ou nova medicação está funcionando.

Os desafios dos cuidadores domésticos 

Cuidadores domésticos são, muitas vezes, familiares e/ou amigos da pessoa que precisa de cuidados. Como mencionado acima, esses Profissionais de Cuidados muitas vezes ajudam idosos com necessidades do dia-a-dia, como vestir, fazer comida, limpar, ajudar com medicamentos e muito mais. No entanto, os cuidadores familiares, às vezes, não têm escolha e têm que aprender por si próprios ou confiar nos outros para ensiná-los sobre as habilidades necessárias para cuidar de seus familiares mais velhos.

A maioria das pessoas se torna cuidador(a) porque se preocupa com o idoso necessitado. Algumas pessoas podem escolher cuidar de um ente querido por conta própria porque:

  • Eles não podem pagar um cuidador particular.
  • Eles não acham que um cuidador particular poderia dar um bom cuidado como um amigo ou familiar.
  • Seu ente querido sênior não se sente confortável recebendo ajuda de outra pessoa.

No entanto, às vezes, os cuidadores têm que fazer mais do que estava previsto, devido às circunstâncias. Dr. Aaron Blight, Ed.D., fundador da Caregiving Kinetics ressalta que, embora os cuidadores não pratiquem medicina, em alguns casos, “eles podem ser obrigados a ajudar os entes queridos com tarefas médicas em casa (algo que pode ser intimidante). Os cuidadores familiares não estão qualificados da mesma forma que os cuidadores profissionais, certificados e licenciados. Os cuidadores familiares, muitas vezes, não estão suficientemente preparados para assumir o papel de cuidador de um ente querido. Quando o familiar tem formação médica qualificada ajuda, mas não prepara totalmente um membro da família para assumir o papel de cuidador da família”, afirma Blight.

“Ser um cuidador familiar bom e ‘qualificado’ inclui o desempenho competente das tarefas físicas de cuidado, mas é muito mais do que isso. Um cuidador bom e qualificado também se envolverá em uma interação social significativa, fornecerá suporte emocional adequado e ajudará o receptor de cuidados a preservar a dignidade humana.”, completa Joe Roseman, Ph.D.

Os benefícios do treinamento como cuidador

De acordo com o estudo, “Benefícios da formação de cuidadores familiares em experiências de encerramento durante o cuidado de fim de vida“, por Jung Kwak, Jennifer R. Salmon, Kimberly D. Acquaviva, Katherine Brandt e Kathleen A. Egan; cursos de cuidado podem ajudar os cuidadores familiares a “encontrar significado, aumentar o conforto e encontrar experiências positivas em tempos difíceis”. Embora Kwak et al. tenham realizado pesquisas específicas para um programa de cuidado de fim de vida, essa evidência é apoiada.

Por exemplo, outro estudo desenvolvido por Huei-Ling Huang, Yes-Ing Lotus Shyu, Min-Chi Chen, Sien-Tsong Chen, Li-Chan Lin descobriu que programas de “treinamento de cuidador doméstico” ajudaram a reduzir “comportamentos problemáticos de pessoas idosas com demência”. O treinamento também ajudou a melhorar “a eficiência do profissional de cuidado para gerenciar comportamentos problemáticos”.

Em um artigo da Forbes, Howard Gleckman escreve que quando os cuidadores familiares não têm as habilidades para cuidar de seus familiares, suas vidas se tornam mais complicadas. E às vezes, as pessoas com quem se importam podem ser feridas ou adoecer. 

Os profissionais de cuidado normalmente se saem melhor quando sabem o que esperar. Embora familiares e amigos possam prestar cuidados sem treinamento, todos os cuidadores se beneficiarão do treinamento. Esse treinamento pode ser na forma de um curso online, ou pode vir de um profissional experiente (possivelmente um enfermeiro) que ministra cursos de forma independente. Também pode ser adquirido em uma unidade médica especializada em geriatria.

Para ir além: Quem puder ler em Inglês ou tiver um tradutor, recomendamos ler a entrevista com Kate Washington, autora de “Already Toast: Caregiving and Burnout in America“, publicada na Forbes, para aprender sobre sua experiência, cuidando de seu marido. Washington era frequentemente obrigada a realizar tarefas médicas, que ela tinha que ensinar a si mesma. 

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